sábado, 31 de agosto de 2013

A Nova Estratégia de Dominação: O RGS do SIM & o Pacote do Governo Sartori



O RIO GRANDE DO "SIM"...





“Precisamos superar a cultura do conflito, deixar de ser a terra do não dá, não pode e agora não. O mundo atual exige velocidade e capacidade de articulação” - Frase que sintetiza a nova estratégia de dominação no Rio Grande do Sul.





Sabemos o poder que o capitalismo tem em  se transformar, cedendo algumas migalhas às camadas das populações necessitadas para logo mais adiante as retirar. Quando governos baixam juros possibilitando um maior consumo aliado ao controle da inflação, os rentistas pressionam seus mecanismos financeiros e de poder econômicos-políticos para aumentar seus rendimentos. Simplesmente se aliam aos Grandes Grupos de Mídia e geram especulações e fabricam informações para gerar o aumento da inflação e com isso obrigam administrações públicas a elevarem as taxas de suas rendas. Está é a faceta visível, a que se mostra no cotidiano, mas não a mais cruel das elites que dirigem o poder econômico e consequentemente a política e os governos nas três esferas do Brasil e no Mundo. O Rio Grande do Sul não foge a regra, porém na terra austral do Gigante Adormecido, temos o viés do monopólio da informação e do mito farroupilha - responsáveis pela alienação e a passividade de grande parte  da população. Podemos sintetizar o relatado  nos versos do hino do estado do Rio Grande do Sul, com o seguinte verso que exalta a o Mito da "Superioridade" Gaucha: 

"Sirvam nossas façanhas de modelos a toda terra".





Durante anos nas terras pampeanas foi difundida a cultura do bem e do mal, da grenalização, dos chimangos e maragatos de acordo com a oportunidade que o estamento do poder econômico demandava para se manter com as rédeas da exploração e a submissão da população. Foram criadas ideologias para perpetuar a cabresto o eleitor. Impérios midiáticos se construíram pregando a voz do poder. Governos populares foram bombardeados pelos grupos de comunicação, homens de esquerda foram pisoteados por campanhas difamatórias, estampadas nos Tabloidãos Gaúchos, simplesmente, por terem desafiado a lógica do capitalismo selvagem,  temperado com o feudalismo dos estancieiros no tempo dos "Heróis" Farroupilhas, dos latifundiários em grande parte do século XX e  transformados em empresários do agronegócio nos tempos atuais.




Esgotada a estratégia ideológica da dicotomia do bem e do mal, devido ao amplo acesso a informação por meio da Internet nas Redes Sociais, na Blogosfera, nos meios alternativos de mídias que se multiplicam  e poem em  xeque o aparelho corporativo de comunicações, que difundem os interesses do poder econômico e realizam a  alienação da população. Eis, que agora, surge uma nova Estratégia de Dominação,  denominada o Rio Grande do "SIM". Aparece no ano das grandes manifestações de ruas pelo RGS e Brasil - em que a Mídia Tradicional é contestada,  Políticos Tradicionais são execrados, que Formadores de Opiniões comprometidos com os interesses ocultos das elites em seus comentários são veemente rechaçados e principalmente num ano Pré-Eleitoral. Os ideólogos do poder farejaram o perigo da população gerar suas próprias informações, de manter seu próprio dialogo politico - sem intermediários,  descobrindo que os objetivos para um bem comum e uma justiça social que se aproxime da equanimidade - não passa pelos veículos tradicionais... Por isso capciosamente lançaram a campanha do Rio Grande do "SIM":



a) O Sim de manter a mesma escol no poder;



b) O Sim de abafar as contestações legitimas que brotam dos meios democráticos da Internet;



c) O Sim de possibilitar que Formadores de Opiniões, Políticos Tradicionais consigam se (re)eleger e com isso defenderem a velha ideologia de dominação lupina travestida com seu velocino de ouro;


d) O Sim do Monopólio, da Manipulação da Informação;


e) O  Sim do encarceramento do negro, do pobre, dos que contestam as injustiças;



f) O Sim do dinheiro publico sendo jogado na Arena e no Beira-rio para que depois políticos ouçam o Sim nas urnas;



g) O sim às remoções das populações carentes de áreas que interessam a especulação imobiliária;



h) O Sim aos impostos da periferia sendo aplicados em obras de zonas nobres na capital gaucha...







NÃO


Porém a este Sim que quer transformar o Rio Grande do Sul numa geleia geral, tendo a única intenção de manter o velho Status Quo, elaborando embalagem nova para  mascarar o velho conteúdo de dominação, encomendado aos veículos de propaganda e divulgado pelos grupos submissos de comunicação, expondo nas  gondolas do Shopping, nas prateleiras do mercadinho de vila seu produto para que a alienação permaneça ad eternum, porém, efetivamente,  ouviram um tonitroante NÃO das vozes independentes....


#FORASARTORI